Review: One Piece, de Eiichiro Oda

Quem me acompanha no Twitter sabe que faz alguns dias que comecei a ler o mangá One Piece. Na verdade era um mangá que eu já queria ler há muito tempo, porque eu sempre via comentários e boas discussões sobre a série, e obviamente o quão estrondoso é o sucesso da obra de Eiichiro Oda.

Pois bem, foram 601 capítulos lidos em 1 mês e 1 semana. Na verdade meu objetivo era ler todo o mangá em 1 mês, mas fica difícil ler tantos capítulos tendo que estudar as matérias dos cursinhos, fazer comida para o pai, arrumar a casa e lavar a roupa (sim, sou uma menina prendada, cof, cof).

Além disso, One Piece é daqueles mangás que você irá se deparar com muito texto, pois o autor abusa de muitos diálogos e presença considerável de personagens nas cenas. Por isso, se você tem interesse em conhecer de perto esta série que é um dos mangás mais populares do Japão, reserve ao menos 1 hora (ou mais) do seu dia para ler os capítulos de uma forma que a leitura renda, pois, por ser uma história que explora a aventura, com certeza você não vai querer parar de ler um minuto sequer.

Bom, então vou falar um pouquinho sobre o que eu achei dessa minha trabalhosa leitura do mangá. E não se preocupem, aqui não tem spoilers (mas se alguém quiser me procurar para saber vou ficar muiiiito feliz de dar, hahaha *empolgada*).



One Piece conta a história de Monkey D. Luffy, um garoto que tem o sonho de ser o Rei dos Piratas. Isso mesmo, a história de One Piece gira em torno do mundo dos piratas, então aqui você irá encontrar aqueles piratas barbudos e sedentos por lutas, aventuras e tesouros; verá espadachins, sereias e gigantes; conhecerá a força do Governo Mundial e da Marinha, além de personagens que têm recompensas por suas cabeças, com direito ao típico cartaz de procurado vivo ou morto.

Como o maior sonho de Luffy é ser o Rei dos Piratas e encontrar o One Piece, ele sai em busca de aventuras e companheiros para formar sua tripulação que será conhecida como "O bando do Chapéu de Palha", ou simplesmente no termo japonês "Mugiwara".
Mas não é apenas Luffy e sua tripulação que conhecerá as aventuras que os mares reservam. Por causa do tesouro One Piece deixado pelo antigo Rei dos Piratas Gol D. Roger, executado pela autoridade mundial, inicia-se a era dos piratas, fazendo outros aspirantes além de Luffy e seus companheiros zarparem seus navios rumo às rotas de incontáveis aventuras e perigos (como a Grand Line) em busca de seus sonhos.

Como pode-se perceber, One Piece é um mangá que fala sobre sonhos, e essa é uma das grandes morais que a história passa para o leitor, o velho e bom esteriótipo de heróis perseverantes da Shonen Jump, a revista que publica One Piece semanalmente no Japão.




E é a partir daí que somos apresentados a Zoro, Nami, Usopp, Sanji, Chopper, Robin, Franky e Brook, a tripulação de Luffy até o momento. E não se assuste! Eiichiro Oda, apesar de inserir incontáveis personagens em sua obra, não tem a mínima pressa em apresentá-los, então você continuará conhecendo os personagens que formam o núcleo principal da história mesmo depois de 200~300 capítulos.

No entanto, o interessante disso é que você irá aproveitar cada momento de suas respectivas sagas, as emoções dos personagens comovidos pela perseverança e pelo sonho de Luffy, guerras muito bem trabalhadas, e muitas, muitas aventuras.

Um dos pontos fortes do mangá também é a arte original de Oda.

Vejo muitas pessoas dizerem que desanimaram de continuar a ler o mangá por causa da arte. De fato, os primeiros capítulos nos apresentam uma arte bem simples, fraca desenvoltura no traço dos personagens. No entanto, são muitos os mangás que têm seus primeiros capítulos com uma arte mediana ou, às vezes, abaixo da média. O diferencial de Eiichiro Oda é perceber o quanto ele foi aperfeiçoando seus desenhos a ponto de, conforme os capítulos avançam, você se deparar com páginas coloridas fantásticas, daquelas que te fazem ficar meia hora olhando cada traço, além das páginas duplas - característica marcante do autor em capítulos importantes e nas sagas de maiores aventuras.

Também, somos acostumados com desenhos em que o grande foco são olhos dos personagens, a arte caracterítica dos mangás - olhos grandes e brilhantes. Mas Oda trabalha diferente. Ele transmite as emoções dos personagens através de suas bocas, então nas cenas alegres e divertidas você vai ver grandes sorrisos, e nas cenas de emoção a boca também carregará a característica do traço do autor. Pode parecer estranho e diferente num primeiro momento, mas é esse o grande diferencial que faz os personagens de One Piece marcarem presença.



E não é só isso. Já não bastasse o autor cuidar de nove protagonistas em sua história, ele ainda faz um ótimo trabalho quando se trata de aproveitar tanto os personagens secundários na trama, quanto os personagens de grande importância no enredo. Todos são muito carismáticos, com suas personalidades marcantes. Aqui também é um mangá shounen onde você encontrará uma grande valorização das mulheres, que muitas vezes são postas de lado em outros mangás shounen.

E a pesar da maioria das garotas de Oda serem atraentes e de corpos esbeltos fazendo os marmanjos otakus babarem enquanto leem o mangá, todas têm suas personalidades bem definadas e trabalhadas, de uma imensa importância na obra, inteligentes e de presença constante no campo de batalha.





Enfim, eu poderia ficar falando horas e horas sobre esse mangá fantástico que a cada dia conquista mais e mais leitores fãs dos quadrinhos japoneses.

É uma obra recomendadíssima, que mesmo sendo muito extensa consegue prender o leitor do início ao fim, mesmo que tenha passagens que possam ser entediantes num primeiro momento, aquelas passagens que a maioria das histórias não conseguem evitar.

Mas eu tenho certeza que quem começar a ler One Piece vai chegar em muitos capítulos que o farão se emocionar, onde os mais manteigas derretidas vão chorar na frente das páginas preto e branco (Sim, meninos, admitam! :P).

E pra quem pensa que One Piece é mais voltado para os garotos que gostam de lutas e muita porrada, está redondamente enganado. De fato vemos muitas lutas no decorrer dos capítulos, mas com certeza as histórias de cada personagem irão encantar as meninas, desde às fãs de shoujos açucarados às fãs fervorosas de shounen.

Basta só gostar de uma boa história de aventura!

C.




8 Response to "Review: One Piece, de Eiichiro Oda"

  1. Anônimo says:

    Opa! Muito bom!
    Panda esteve aqui ;D

    Muito boa review. 8DDDDDD

    One Piece > Vidas *-* <3

    D' Luciano says:

    Muito booom!! heim Nami *--* ta de parabens :D

    Nossa, eu amei essa review, sério mesmo.
    Por sua causa, estou até com vontade de começar a ler o mangá, mas como eu já estou vendo o anime, acho melhor deixar para uma outra hora.

    De fato, o marcante em One Piece, é o desenho e o tipo de boca, e até mesmo de nariz. Lembro-me de ter achado até graça ao ver o Ussop pela primeira vez, fora os tritões, que estam me fazendo morrer de rir nesses episódios que eu estou vendo.

    Eu, como ainda estou no episódio 32, não sei sobre muita coisa, mas eu posso garantir que One Piece é um anime/mangá encantador e envolvente, e que se não fosse por seus surtos no Twitter, eu nunca teria tomado coragem de ver.

    Parabéns pela análise. ;D

    Ótimo review! Me faz ter mais vontade de ler ainda.
    Mas talvez eu não demore 1 mês e 1 semana, e sim, 1 ano e 1 mês. hehe

    Anônimo says:

    excelente review... só não sei sobre a parte de "fãs de shoujos açucarados", Oda até fez uma piada disso no 599 XD

    /Adson

    Juliana says:

    Muito boa a review, se eu não tivesse preconceito com one piece eu teria até vontade de ler OP.

    Brener says:

    Belíssimo review Cassi, parabéns. Não conseguiu atingir a meta de 1 mes,mas de maior numero de twitts sobre OP vc conseguiu.
    Acompanho One Piece a 5 anos, foi um dos primeiros animes que comecei a assistir e o primeiro mangá a acompanhar semanalmente e de tudo que jah vi e assisti nesses anos até hoje não achei uma história que se comparasse a OP. Tanto em personagems, lutas e enredo, tudo te atrai a cada vez mais se interessar pela "obra prima" de Oda. E agora? Qual será sua proxima "empreitada"?

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